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O materialismo da cosmovisão de negação da alma.

  • 4 de out. de 2016
  • 1 min de leitura

Quem não acredita na alma que dá ânimo ao corpo não pode amar a alma do outro. Se você não ama a alma, ama apenas o organismo dela. Não crer na alma é idolatria; é amar um pedaço de carne qualquer como se ama comer mamão. Se não existe alma, um pedaço de fruta podre tem a mesma dignidade de uma pessoa: os dois são compostos de células, átomos, água. Não me espanta que toda pessoa pró aborto seja materialista e utilitarista (só acha que o bebê deve viver se ele tiver um "papel" na sociedade ou se ele tiver "condições", além de dizer que um bebê vivo no ventre é um amontoado de células). O cérebro humano não é o que dá dignidade ao homem, mas a sua alma e sua natureza humana. O homem só tem um cérebro porque tem potência para te-lo. Ou seja, é sua humanidade que permitirá que ele desenvolva um cérebro, e não o contrário (seu cérebro que lhe permitirá que ele seja humano).


Se diz que acredita na alma, mas não está dentro da cosmovisão transcendente, está na imanência, que é a mesma coisa que o materialismo. Toda pessoa que não ama almas, só ama a si e não me espanta que quem só ama a si seja sempre um orador em prol da liberdade irrestrita, "matar a minha culpa", quebrar "tabus". A pessoa quer pecar e não quer sentir culpa. O inferno não são os outros, como dizia Sartre. O inferno sou eu.

 
 
 

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