As drogas: abordagem metafísica.
- 4 de out. de 2016
- 6 min de leitura
Deixa eu dar um recado pra quem está chorando as pitangas sobre o debate entre Freixo e o mocorongo filho do Bolsonaro sobre "legalização das drogas": a minha mãe jamais ganharia um debate com o Freixo. Ela não tem conhecimento metafísico, não tem conhecimento retórico, não sabe nenhum dado empírico sobre drogas a não ser que elas são substâncias que mudam comportamentos. No entanto, minha mãe APREENDE a verdade porque a verdade NÃO ESTÁ NO DISCURSO. A verdade transcende a realidade, a permeia. Quem acha que a verdade está no discurso e na retórica é chamado de SOFISTA (dá uma olhada num post recente do meu perfil sobre a morte de Sócrates). Quem acha isso também jamais irá entender o tapa na cara que um analfabeto pai de família e trabalhador que ABOMINA as drogas significa para o burguês liberal fã de Duvivier ou do "estado laico-Mises-e livre mercado".

Os debates são feitos pra você falar a verdade e não ganhá-los (pelo menos é assim que alguém honesto consigo mesmo deve pensar). Claro que nesse lixo chamado jogo de poder, para você alçar algum posicionamento e status no mundo e na dinâmica humana, você precisa de algum preparo para pelo menos "parecer" que ganhou o debate (e por isso a ontologia da política já é algo podre em si mesma). O critério que essa gente usa pra analisar a realidade é a VONTADE, o arbítrio humano, não a realidade mesma. Então qualquer pessoa minimamente agressiva ou que fale qualquer abobrinha relativista com qualquer sequência lógica furada, com premissas erradas, vai ser vista pelas pessoas como alguém que "lacrou", mesmo que ela esteja defendendo o indefensável com uma retórica bonitinha e MALEDICENTE, como o Senhor Leandro Karnal faz o tempo todo e de maneira afetada e polidinha. Toda pessoa que pensa a realidade por "lacrou" e "não lacrou", não enxerga dois palmos à frente dela e só está preocupado com a política, com lados e não com a verdade no mais profundo do seu âmago. Toda pessoa preocupada com isso está mostrando que só se preocupa com seu umbigo e com as suas vontades soberanas em detrimento da justiça, da harmonia, do bem (ou seja, do próprio Deus).
A minha falecida avó é uma pessoa infinitamente melhor de coração e mais aberta à realidade metafísica (e, portanto, ela não é revolucionária) que qualquer Freixo ou Jandira Feghali. No entanto, ela jamais entenderia qualquer coisa que eles dissessem sobre drogas. Na cabeça dela, o que importa é Deus, o bem, amar os filhos, cuidar deles e não querer que eles se entupam de substâncias que alterem suas consciências por motivos ÓBVIOS. Isso implica que necessariamente toda pessoa que usa drogas às vezes vira um zumbi? Não. Mas a questão NÃO É ESSA e sim a ESSÊNCIA das drogas, da RAZÃO da alma humana procurar por drogas.
As drogas não são proibidas porque alguém um dia resolveu proibi-las (a não ser quando você considera regimes totalitários onde o tirano que tem a LIBERDADE ABSOLUTA pode proibir a população tanto de usar drogas como de comer frango ao molho curry simplesmente porque ele QUIS); elas são proibidas por algum motivo óbvio da realidade. Quando um indivíduo usa drogas, ele não afeta somente a ele, mas toda a sociedade. Não existe isso de pouca dosagem ou "saber usar" ou cada um faz "o que quiser" sem consequências. Toda ação humana tem algum peso na realidade e por isso as LEIS E O DIREITO EXISTEM. As leis e o direito se baseiam na realidade, e não o contrário e estão aí para permitir que os indivíduos consigam ordenar minimamente o que a gente chama de sociedade. Não existe isso de "controlar o vício". Eu fui viciada em cigarro por anos e anos e só consegui largar o vício duma vez, numa decisão, numa ESCOLHA em sofrer a abstinência por causa de outra ESCOLHA que eu fiz anos atrás (começar a fumar). Ou seja, eu tive que me redimir pela VERDADE da aceitação da podridão que as drogas trazem. Uma escolha redime a outra. Se a pessoa consegue controlar o vício, então ela não é viciada, porra. O vício é justamente a ausência de controle sobre seu ímpeto, que é escravo de algo.
As drogas são proibidas porque elas causam um caos social. Esse caos social advém do uso delas e da ausência de controle sobre as escolhas humanas e seus vícios pela negação da realidade. O usuário de drogas faz uso dessas substâncias para ausentar-se do real, da noção de responsabilidade, da própria consciência. "Uso recreativo" é só mais uma expressão sofista de liberal (socialistas estão inclusos nisso) para dizer que ele não consegue suportar a realidade e precisa dum entorpecente para negar sua dádiva maior que é a própria razão, que é o que difere você duma ameba. A sua matéria é parte da criação pensada por Deus, mas o que importa de fato é a sua intelecção que é obviamente afetada pela fisiologia do orgânico, da realidade material (já que a realidade humana é composta de espírito e matéria e eles interagem juntos porque assim Deus o fez). Então é óbvio que se você usa drogas, elas não afetarão somente a você, mas toda a sociedade, começando por você, sua família e amigos mais próximos até toda à nação.
No fundo, a droga é uma idolatria, pois é uma falsa busca de transcendência que inevitavelmente gera caos. Tanto pelo uso direto (de alguém virar um zumbi) como pela MENTALIDADE de quem advoga pela causa da droga (que é a mentalidade progressista, burguesa, liberal e que gera mais e mais iniquidade porque a essência desse pensamento moderno reside justamente na ideia de LIBERDADE ABSOLUTA e descolamento da noção de que você é submisso a uma realidade maior que o seu desejo egocêntrico).
Basta dar um Google sobre o que aconteceu em bairros na Holanda (se não me engano), onde as drogas eram liberadas e em vez de ostentar um controle, o governo simplesmente teve que intervir e revogar a lei porque o bairro e o entorno viraram habitações pra zumbis, prostituição, pedofilia e mais tráfico de drogas, com desvalorização total da área (https://tercalivre.com/…/holanda-reconhece-legalizar-maconh…). No entanto, isso é irrelevante porque a verdade não está pautada nisso, mas na negação de quem simplesmente ESCOLHE usar drogas e/ou advoga pela liberação delas porque só consegue enxergar o arbítrio humano e mais nada além disso. "Tem que liberar porque cada um tem que fazer o que lhe faz feliz". Champinha, Hitler e o FASCISTA RELATIVISTA DO MUSSOLINI mandaram abraços de felicidade. O tirano gordo da Coreia do Norte, então, nem se fala. Depois vem chamar quem se opõe à tirania do arbítrio de "fascista" e vai votar no Freixo. Incoerência deveria ser outro nome pra quem só enxerga bandeiras de partidos.
Por último, sobre debates e verdade, eu só digo uma coisa: vocês já viram Santos procurando ganhar debates? Santos não pensam nisso, não almejam isso. Eles simplesmente amam a verdade, o bem e a justiça (Deus) e não estão preocupados com o que os outros achariam deles se a resposta deles às drogas fosse um simples "não uso e você também não deve usar porque é pecado". Quem está preocupado demais em ganhar debates não está verdadeiramente procurando a verdade, tanto quanto não está confiando na misericórdia e justiça divinas que são perfeitas. Então não tem problema "lacrar" aqui se o seu destino está nas mãos de Deus que sonda o coração humano pela verdade e não por discursinhos.
O Elton escreveu isso em seu Twitter uma vez:
"A cracolândia não vitima ninguém além dos usuários? Aliás, os dramas familiares estão muito além do desejo de não uso do outro, mas envolvem uma violência crônica contra a continuidade da vida. O que chamamos de 'drogas ilícitas' hoje são assim pq mais do que fazer mal a saúde, elas dissimulam emoções que sugerem a supressão do real e de seus limites. Não é q isto interfira em microcosmos da sociedade, mas atinge DIRETAMENTE a ideia mesma de vida social, tal como o aborto. Sendo uma questão muito mais espiritual do que os tolos liberais supõem. Aliás, a diferença do álcool para as outras drogas é que ele apenas insinua ou sugere uma supressão do real q jamais executa. Por isto que, desde os tempos dos homens na caverna ou dos guardas de Macbeth, o álcool sempre foi um escape da crueza da vida que sugestiona sem dissimular: um suspiro contra a ideia de si dentro dos limites da realidade e não um golpe contra ela".
Aviso: se vier defender drogas aqui já vai levar block direto. Não adianta colar link da superinteressante, artigo científico sobre maconha medicinal e argumentos sobre o "porquê legalizar as drogas". Meu modelo é Madre Teresa e não o maconheiro das sociais pró aborto.
























Comentários