A contradição e o autoritarismo do justiceiro social.
- 4 de out. de 2016
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Esse pessoal que é ressentido com Deus e a criação, que só vê o próprio ímpeto, é bem cômico. Pra começar, toda ideia de liberdade absoluta é tirânica. Você vê isso nas pequenas coisas e nas grandes. Um exemplo: do alto de sua cátedra universitária, um professor prega todo o lamaçal pra deslumbrados ouvirem, dizendo que tudo o que importa é a 'liberdade e o fazer-se no mundo', que a 'hierarquia é uma bobagem' que a submissão é um ato horrível que ausenta o homem do seu ser real, de liberdade. Mas se alguém discorda dele, ele irá bradar que a autoridade máxima lá é ele e será o primeiro a perseguir o discordante dentro da universidade, criando grupos e fazendo fofocas para "impedir que o fascista se manifeste e atrapalhe a revolução e a democracia" ou qualquer outro slogan sem sentido que sairia da boca do Wagner Moura com aquela cara de entendido e "intelectual de esquerda frequentador de cafés com livros".

Essas pessoas vivem numa espiral de burrice aliada à insanidade consciente, ou seja, eles querem a ausência de ordem. Não à toa as pessoas mais autoritárias que conheci eram maconheiras ou tinham qualquer coisa de "voto consciente" e falavam pela liberdade o tempo todo. Eu mesma era parte disso. E não existe muita coisa a se fazer quando os homens decidem pelo penhasco de negação da realidade, desprezando a coerência, a justiça, etc. Eles almejam viver num mundinho da arbitragem deles. E é meio óbvio que toda pessoa que só pensa em "ser feliz" se move dessa maneira. Se tudo é um conceito criado, tudo é arbítrio humano e não se pode sequer pensar a realidade a partir de qualquer premissa ontológica já dada (pela REALIDADE) do tipo "a maça é uma fruta". TUDO se torna moldável, fluido. Não existe incoerência para quem só sabe viver no reino da vontade absoluta. A pessoa que que não é submissa a nada (não quer ser), é sempre submissa ao próprio arbítrio. Isso é o que comumente nós seres humanos chamamos de ESCRAVIDÃO. Todas essas pessoas são escravas de si mesmas, dos seus pecados.
"Ocupar espaços" é uma das ilusões mais engraçadas que a direita tem, tentando contra revolucionar ou impedir que os homens neguem a verdade, sendo que eles possuem liberdade para tal. Tentar impedir a todo o custo a maldade de agir no mundo através da negação da realidade JÁ É TAMBÉM uma espécie de negação do livre arbítrio dado por Deus aos homens. Viver a verdade é o que Cristo nos pede. Dizer a verdade com caridade, mas não salvar o mundo ou tentar conserta-lo da "mão dos comunistas", pois a verdade não é uma causa a se abraçar como qualquer hipster escolhe uma pra "chamar de sua" do tipo "direito das mulheres". CRISTIANISMO não é uma causa, não pode ser. Não existe militância possível. O cristianismo é a revelação do sagrado, do Cristo, de Deus como Filho do Homem e do mecanismo do pecado que vitima o homem através de sacrifícios (revelado por Cristo na cruz). Ser cristão não é ficar "convertendo pessoas" (prepotência). Ser cristão é um ATO DE SUBMISSÃO à verdade, mesmo que você peque o tempo todo e peça perdão o tempo todo. Não existe NADA fora do cristianismo. Evangelizar é dizer a verdade. Só isso.
Às vezes parece desesperador ver tanta degradação como algo normativo, mas Deus é quem cuida do mundo. Isso não é a mesma coisa de "não agir", mas entender que o próprio sentimento de impotência já denuncia uma vontade de onipotência. E onipotência é o que move o revolucionário de boutique foratemer e todo o resto. Não existe guerra cultural. A única coisa que existe é uma guerra espiritual que é causa de toda a trama que esses politiqueiros e liberais ficam tentando entender como uma quebra cabeça de "sistemas econômicos mais eficazes". Que ilusão.
























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