Um chutezinho no seu cuzinho.
- 21 de ago. de 2016
- 2 min de leitura

Quando alguém fala em "preto e pobre", na cabeça de um zumbi universitário já vem logo um bandido de rua. Vem cá, por acaso não ter faculdade torna as pessoas em bandidos automaticamente? É isso que acabei de ler numa postagem do "quebrando o tabu". A mensagem passava a ideia que o sujeito pobre que não tem escolaridade e as mesmas oportunidades na vida que um rico invariavelmente vai virar bandido. Todos os tios da pipoca, garis, faxineiros estão aí para provar que maconheiro de classe média é o bicho mais preconceituoso da face da terra. Quando um engravatado com ensino superior em Brasília rouba, ele não está assaltando ninguém na rua, mas também está roubando. Quando a palavra "corrupção" é proferida, o cérebro dos séquitos dos DUviviers e Ticos Santa Cruz já logo imaginam alguém roubando dinheiro. A definição de corrupção é um pouco mais abrangente que isso. Basta pegar um dicionário que ainda está de acordo com a realidade. Um pobre e preto só se torna bandido sem opção de escolhas se ele for COAGIDO para ser bandido, o que não acontece. A escolha está lá. Dizer que quem não teve oportunidade para estudar porque tinha que trabalhar e depois virou bandido por causa disso é uma ofensa ao trabalhador sem escolaridade, que acorda cedo diariamente para pegar ônibus e trabalhar 8 horas por dia. Mas os artistas brasileiros preferem dizer que "vagabundo é quem trabalha 8 horas por dia. Eu sou artista, é diferente", como bem lembrou Fernanda D'umbral, uma dessas bonitinhas a la GNT que devem adorar Chico Buarque e nas rodas 'cults' deve adorar pagar de justiceira social, além de levantar cartaz de apoio ao Minc. Não existe nada mais preconceituoso que o zumbi justiceiro social hoje em dia. Há sempre uma mensagem muito óbvia por trás das suas mensagens vitimistas. Seus putos materialistas.
Bandido não é só o "preto e pobre" que ESCOLHEU roubar, é também o engravatado de Brasília com ensino superior que vocês idolatram, mas que "rouba pela causa", né?
























Comentários