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Carpe Diem.

  • 21 de ago. de 2016
  • 2 min de leitura

Enquanto houver romantização em torno da escola e da "educação" como escudo e freio para o mal no homem, não há possibilidade de conversa. Um homem estudado que toma vinhos caros continua cometendo pecados, mesmo que de ordem diferente dos pecados que o bandido "comum" de rua comete. A maior prova disso é o nosso STF e toda horda de adoradores de conveniências da nossa elite. O homem ESCOLHE o bem ou o mal na vida, mas isso não tem a ver com "fazer o próprio destino". Não temos o controle de nossas vidas como gostaríamos. A única escolha que o homem pode fazer é pelo bem ou pelo mal, de fato. A razão de ser do homem não está na própria existência, mas a transcende. Não fosse assim, todos os atos humanos teriam exatamente o mesmo peso (e é isso que acontece hoje em dia: a tentativa de igualar essências diferentes. Quando tudo tem o mesmo peso, isso é sinal de que a realidade foi mandada para às favas).

Todas as vezes que alguém vier com um discurso barato meio "carpe diem" ou insinuando que o reino do arbítrio é o que justifica a própria existência humana (faça o que te faz feliz), desconfie. Você não pode impedir ninguém de escolher o mal, mas cabe a você ler nas entrelinhas e entender como funciona a dinâmica satânica que incute no homem a vontade de ser um deus. E se você for católico, essa percepção tem que estar mais aguçada ainda. Toda essa ideia em torno da bondade do homem é conversa pra boi dormir. O homem é sempre vítima direta de algum pecado, mas JAMAIS se torna automaticamente um santo por ter sido vítima de algo. Essa "vitimização" legitima a lei de talião, condenada pelo cristianismo (se fui vítima, agora posso fazer o que quiser com qualquer um). Estou escrevendo isso porque particularmente me incomoda ver católicos ou cristãos protestantes (esses ainda mais vulneráveis a essas ideias materialistas) compartilhando textos onde pessoas exaltam exatamente isso e são aplaudidas. Isso não é um sermão, mas um alerta sobre o que vejo. Quando alguém escreve um texto criticando o feminismo e ao mesmo tempo critica a Bíblia, ele só quer agradar a gregos e a troianos, dizer-se superior a toda "problemática social", como se ele não fosse parte disso. A crítica sem o menor conhecimento do que se trata a sagrada escritura não é um mero detalhe das ideias do autor. É a sua própria essência mais nefasta. A Bíblia não é mais um conjuntinho de regras para fazer o punheteiro de 19 anos se sentir culpado/aliviado pelo seu pecado. Ela não está no mesmo nível de "conjuntinhos de dicas" dum artigo da revista Vice sobre relacionamentos. Acordem.

 
 
 

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