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Razão: o porquê de ser e a Cristandade.

  • 21 de ago. de 2016
  • 2 min de leitura

Uma pessoa que não entende que a razão das coisas não está nas coisas mesmas, jamais entenderá nada da vida com clareza. Pode ser inteligente, mas não tem a dimensão moral nem de seus atos nem dos atos dos outros. E por incrível que pareça, essas pessoas são justamente as que mais alcançam posições de poder e status na vida, pois ela agem de acordo com o que querem e não com aquilo que é justo. Isso não tem unicamente a ver com o ladrão que rouba na rua ou com o político rico que faz suas redes de influência. Isso tem a ver com todo ser humano, em diferentes níveis de negação do bem para se alcançar aquilo que se QUER. Todo mundo faz isso e é exatamente nisso que consiste o pecado (o homem acima da razão dada por Deus, ou seja, da sua vontade, sumo bem).


A razão de ser da vida terrena só pode transcendê-la. Se não existir o conceito de justiça que transcenda esta existência, você sequer pode falar em justiça, muito menos em injustiça (já que para saber o que é injustiça, é necessário ter noção antes do que se trata a justiça). Para que haja a noção de ausência, uma noção de unidade em absoluto que não conhecemos (plenitude) na terra tem que existir, caso contrário não podemos ter sequer noção do que são coisas que todo ser humano experimenta: amor, prazer, glória, honra, poder etc. Isso significa também que, se não há uma unidade absoluta que seja a razão da existência do cosmos, não há diferença alguma entre Padre Pio de Pietrelcina e Hitler. Se a condição metafísica é ignorada (já que é a própria realidade), tudo que se tem é o arbítrio dos homens, ou seja, padre Pio era bom se você quiser achar que ele era bom, assim como o que Hitler fez foi mau para quem quiser considerar que seus atos contra judeus foram maus. A objetividade do bem reside não na vontade humana, mas no além da matéria, numa lei universal óbvia, independente de culturas. O cristianismo NÃO é uma instituição religiosa. O cristianismo é a própria realidade. Quem quiser conhecer a realidade, tem que aceitar Cristo, pois a unidade transcendente é Ele mesmo. E não se aceita Cristo do "seu jeito", mas com a verdade, que pode lhe desagradar. Qualquer pessoa relativista tem de ser deixada de lado em sua obstinação por ser um pequeno deus "dono de suas regras" (soa familiar?). Se você quiser fazer o que Deus pede, vai ter que parar de jogar pérolas aos porcos e parar de se achar puro. Todos pecam, a diferença entre os pecadores é uma só: aceitar ou negar que peca. E percebam que ha uma inversão proporcional: quanto mais aceitamos que somos imperfeitos, tanto mais perfeitos aos olhos de Deus nos tornamos, pois deixamos de tentar ser Deus. A história humana é a história da queda. Todo obstinado político que só vê LADOS e lutas, perdeu sua sanidade, mesmo que parcialmente.

 
 
 

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