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A falta de medidas.

  • 21 de ago. de 2016
  • 4 min de leitura

Quando alguém faz uma crítica generalizada, evitem encaixar a crítica feita a todo espécime humano criticado de forma geral. Isso seria como conjecturar a realidade inteira e todos os desdobramentos possíveis de todas as situações a partir de um dado. Isso tem um nome: demência. Quando um petista critica o Cunha, isso significa que ele é imaculado? Na cabeça deles, sim. Mas obviamente que não são e todo mundo sabe disso. Quando a direita critica o PT isso significa que todo "direitista" é imaculado? Não e todo mundo sabe disso. A realidade terrena é a realidade dialética, do pecado. Isso significa que o homem pode fazer escolhas, acertando ou errando o tempo inteiro (coisa que o puritanismo e a mentalidade iluminista tapou com a peneira). Quando um católico diz que ser gay é pecado, alguém em sã consciência acha que católicos matam gays a torto e a direito na rua? Não. Todo mundo sabe que não é assim que funciona a sociedade (principalmente a ocidental) e que é perfeitamente possível a coexistência de cosmovisões diferentes. Toda pessoa que joga todas as religiões num mesmo saco padecem desse problema de falta de imaginação e ignorância. Que pessoa em sã consciência vai ter esse tipo de diálogo:

- oi, fulano! Quanto tempo! - oi cicrano! Como vai? - vou bem! Acabei de voltar da boate gay do centro e estou com fome! - nossa! Mas você não percebe como esse pecado é aterrorizante? Isso é um problema que irá... (Disserta duas horas sobre o catecismo).

Ninguém faz isso. Até porque a questão da homossexualidade não é um problema estrutural da realidade, não afeta de forma tão direta como um assassinato, por exemplo. Dois gays se beijando na rua não matam ninguém e todo mundo sabe disso. A mesma regra vale para qualquer "pauta" em "debate" acerca de direitos hoje em dia etc. Um monte de homossexual sabe que não é assim. Alguns frequentam a Igreja, outros têm familiares muito queridos que são cristãos etc.

A questão é muito simples: a relativização da moral torna tudo certo, porque sem um absoluto e sem a noção de erro, a sociedade vira um reduto de malucos moralistas. Nenhuma luta é por bens materiais ou terras, mas verdadeiramente por questões metafísicas relacionadas ao âmago humano. Discordar de um gay é muito diferente de odia-lo ou bater nele. O vitimismo surge no exato momento em que o homem precisa positivar seu erro. O cristão que é contra o casamento gay, por exemplo, não é contra porque ele quer "negar direitos" aos gays, mas por questões óbvias da própria realidade. Isso não é só desobedecer a lei eterna, como é também criar todo tipo de legislação bizarra que iria chafurdar a sociedade num lamaçal de loucura. É como a questão de banheiros unissex e todos os desdobramentos que isso irá acarretar pelo fato de que criar "direitos" baseados na vontade humana é sandice moderna. O direito sempre criou leis baseados numa coisa chamada realidade. É a realidade que cria o direito, e não o contrário. Basear toda a legislação de um país pelo argumento da "vontade", ou seja, pelo subjetivismo humano, é acabar com a própria realidade. A esquerda age como se as pessoas não entendessem que todo ser humano passa por agruras; como se tudo que se opõe à esquerda fosse um obscurantismo que impede o "progresso". Obviamente que se um amigo meu quiser falar sobre a sua homossexualidade, eu vou escuta-lo e falar o que eu penso. De maneira geral, o ser humano compreende as agruras humanas. Ele tem alguma noção que ser homossexual não deve ser algo simples, que existem fatores psicológicos, fisiológicos e toda uma gama de situações onde o gay realmente se sente mal. Às vezes a família tem dificuldade de lidar com aquilo, não existe aceitação, burburinhos etc. Agora, isso é completamente diferente de dizer que tudo é amor e ensinar a todas as crianças sobre sexo anal com pano de fundo de "respeito ao próximo". Amor não é sempre passar a não na cabeça das pessoas e achar que tudo é absolutamente certo. Os desdobramentos possíveis da realidade são praticamente infinitos, mas mesmo assim, a realidade não deixa de ser absoluta para ser plástica. A morte está aí para nos provar isso. Se isso não se chama "livre arbítrio", não pode se chamar mais nada. Essas distorções retóricas do tipo "sociedade machista" só enganam adolescentes que tem o ímpeto ainda muito rebelde e ficam deslumbrados com coletivos universitários e com a autoridade exercida por certo meio de poder. Quem incita esses jovens e já passou da adolescência, fez uma escolha espiritual profunda de negação (e pode mudar). A realidade nunca é determinante nas escolhas, mas sempre exerce influência sobre o homem. Quais as chances de alguém que nasce num país muçulmano ser muçulmano? Altas. Quais as chances de alguém que nasce num meio onde existe muito crime, querer entrar pro mundo do crime? Altas. Mas NUNCA determinantes. Só é determinante se a pessoa é coagida e obviamente que isso deixa de estar no campo das escolhas. Dizer que todo petista é ladrão e desonesto é loucura. Dizer que todo conservador não lava a louça em casa é loucura. Dizer que todo mundo que discorda de casamento gay é homofóbico é duma perversão absoluta. Dizer que um professor contrário às cotas é fascista é obviamente uma demência. Os homens, ao se apartarem da transcendência, voltam-se para o mundo, onde tudo vira uma gincana de acusações moralistas. Cristo ensinou que todos erram. A diferença está entre aceitar que erra e não querer mudar a realidade e relativizar tudo e positivar o próprio erro através da "revolução". Essa quebra da ordem vigente teve início com satã, que queria ser Deus. Ele negava a realidade criada por Deus e quando o homem "cai" e a morte entra no mundo, esses mecanismos vitimistas entram também. Não se pensa a queda como algo factual. É um "evento" para além da alçada humana no seu pequeno entendimento.

 
 
 

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