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A contradição da defesa LGBT/Ideologia de gênero

  • 13 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Post original de 14 de julho de 2015_


Aqui vai uma explicação extremamente simples sobre a contradição lógica entre a defesa do movimento LGBT e a Ideologia de gênero. Isso é para os amigos homossexuais ou para você que precisa entender melhor sobre. Se você defender os dois, estará automaticamente não defendendo nenhum. Explico.


Na biologia, temos os sexos dados pelo genótipo. O genótipo é aquilo que não é determinado pelo sujeito, mas pela própria imposição da realidade. Você não escolhe nascer com cabelo preto ou loiro, por exemplo. Já o fenótipo é a junção entre ambiente e genótipo. É a aparência externa da pessoa, mesmo. Agora, qual a definição de sexo e gênero? O sexo é determinante. Ninguém pode escolher como irá nascer. Já o gênero seria a função exercida pelo indivíduo, de acordo com... o que? A sociedade? Tudo bem. Vamos considerar que seja algo definido socialmente. O problema maior é o seguinte: essa "função social" só pode ser definida, caso você já tenha um conceito anterior a ela. Ou seja, o sexo do indivíduo. Como poderia haver o conceito social de gênero sem sexo? É mais ou menos como perguntar "como posso fazer uma torta de maça e canela sem maça e canela"? Qual seria o conceito se não houvesse o sexo masculino e feminino? Nenhum. O conceito cultural criado em torno disso está completamente atrelado a uma realidade que precisa, necessariamente,anteceder o gênero. Onde entra a contradição? A contradição entra no momento em que o sujeito diz que defende tanto o movimento LGBT como a ideologia de gênero. Qual a definição do termo homossexual? Homossexual é o indivíduo que sente atração por outro do mesmo sexo. Ora, se a concepção de gênero não está claramente pautada no sexo (masculino e feminino), não se pode dizer que homossexuais existam. Nem héteros, nem trans, nem qualquer "gênero". Até porque para que haja o conceito de múltiplos GÊNEROS (no plural), é necessário que haja antes o conceito de gênero, no singular. Está bem claro, certo? Quando um sujeito que nasce do sexo masculino afirma que se sente mulher, ele pode vestir-se como uma, ter trejeitos de uma etc. Ninguém o irá impedir. O problema é: se ele diz isso e macaqueia a essência feminina, ele está, nesse caso, adotando esses trejeitos justamente porque o sexo feminino e sua essência já estão dados na realidade. Não podem ser uma criação humana. Como expliquei, se fosse uma criação humana, não existiria a possibilidade para tal, pois o homem/mulher já estão dados essencialmente na realidade. A mesma coisa acontece com uma mulher lésbica que tem trejeitos masculinos. Quando ela tem aquele trejeito (não estou discutindo se "nasceu" ou se tornou assim) masculino, está imitando (ou "agindo naturalmente como nasceu") um coelho? Não. Ela imita ou "nasce" como um homem. O homem "imita ou nasce" uma mulher. Ou seja, só é possível que hajam esses dois gêneros justamente porque há somente dois sexos. Logo, quando é dito que existem vários gêneros, o que se está fazendo é explodindo o próprio conceito de gênero, uma vez que o conceito de gênero, para existir, precisa do pilar sexo (homem/mulher). Se existem vários gêneros, logo, não existe nenhum. Certa vez me perguntaram como o hermafrodita se encaixa nisso. Bom, é simples. Vamos explicar o óbvio: um hermafrodita não é um "terceiro sexo". Ele é uma pessoa que tem os dois sexos (masculino/feminino) numa mesma junção. Para que houvesse um terceiro sexo, seria necessário que a capacidade reprodutiva fosse baseada nisso, ou seja, teríamos o sexo homem, o sexo mulher e um terceiro sexo "x", que, não sabemos como, iriam se complementar entre si para formarem um outro indivíduo que pudesse ter um dos três sexos. Por que a defesa das duas pautas (LGBT e Ideologia de gênero) automaticamente se anulam? Porque na Ideologia de gênero, o sexo é ignorado e a concepção de gênero é pautada por uma "construção social", mas como já expliquei, para que haja construção social, é necessário que haja uma realidade anterior a ela. A própria ideologia de gênero é um absurdo lógico em si. Então, quando um indivíduo defende os dois, o que ele afirma é que não existem gays. Ou seja, ele defende o que? Nulo. Então, quem fala em "ideologia de gênero" está, na verdade, negando a realidade, mas não pode prescindir da existência desta para negá-la. Felizmente, não aceitar a verdade não a altera. Quer outro exemplo parecido? Para que um indivíduo queira não existir, ele precisa existir antes de não querer existir. Toda a contradição lógica está aí, evidente, para quem quiser e tiver a boa vontade de entender do que se trata.

 
 
 

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